quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vik Muniz no MAM


Você engole essa?



Oh, que legal, diamantes fazem uma imagem. Blablabla.


Cárceres: esse eu gostei!

Domingo passado acordei cedinho e fui sozinha ao MAM ver a exposição do Vik Muniz. Há cartazes sobre a exposição em toda a cidade, o pessoal do  meu escritório foi ver e voltou cheio de elogios… enfim, eu quis ir lá e ter minha própria opinião.

 

O que dizer? Vik é um obcecado, quase uma criança hiperativa. A exposição tem MUITAS obras, é algo assim assustador. O cara tem uma produtividade invejável. Fato 1. Mas e aí? Quantos e quantos quadros ou conjuntos de quadros baseiam-se principalmente em um conceito superficial e numa técnica excepcional… Eu confesso que não engoli muito mais da metade da exposição. Reproduzir imagens de artistas consagrados usando outros materiais [hora lixo, hora pigmentos puros], criar imagens de artistas usando caviar ou diamantes, fotos monumentais, blau blau blau. Sei lá… A verdade é que enche os olhos mas engana o cérebro. Em momento nenhum eu quero desmerecer o trabalho dele. Obviamente você trabalha muito para produzir muito e dali sair uma ou outra idéia realmente boa, e isso ele faz bem. Mas eu não gostei de nenhuma reprodução de clássicos [me parecia às vezes que ele era o rei da Wikipedia, buscando ‘pintores consagrados’ para representar. Logicamente ele deve ter um profundo conhecimento histórico de arte, mas como eu discordava do conceito essa história não descia…], a não ser da série “Cárceres”, onde ele usou linhas e agulhas para reproduzir gravuras arquitetônicas. Nessa série eu acho que ele acertou, pois o resultado plástico era incrível e o conceito das agulhas que sustentam as linhas faz um bom paralelo com a gravura em metal. Também concordei com a série de representações de catadores de lixo usando lixo para fazer as imagens, as crianças pobres feitas de açúcar e outras crianças feitas com lixo da rua pós-carnaval. Gostei da série de fotos de objetos feitos com arame fininho, porque pra mim não passam de experiências com o material em busca de formas interessantes e a falta de pretensão me atraiu. E também gostei da sequência de objetos feitos com o mesmo tolete de cera [ou outro material, não lembro], porque o conceito me atraiu. No mais, admiro a força de vontade e a busca incessante de Vik por novos desafios e criações, mas não engulo muito o trabalho dele. E embora eu não seja uma profunda conhecedora de arte eu fico feliz por ser capaz de desenvolver minha própria opinião, e afirmo assim com certeza: daria um dedinho mindinho por um quadro da Lúcia Laguna, mas daria uma unha por um do Vik, e olhe lá.. 

Um comentário:

mary disse...

oh yeahhh that is the reason!
so hun...i would like to visit London and Brazil :-D
maybe one day we can meet!
yes travel in europe isn't expansive and easy enough!!!
i've been in spain and germany!!! :-D