domingo, 10 de outubro de 2010

Comer Rezar Amar

Comer Rezar Amar é um livro de sucesso há oito anos. Logicamente já tinha ouvido falar nele, mas não tinha interesse em ler. Há pouco tempo soube que seria lançado um filme, e ao mesmo tempo duas amigas estavam lendo o livro. Resolvi pegar emprestado e ler, antes do lançamento do filme. Comecei a ler meio relutante, achando que seria um livrinho boboca, e de fato ele é em muitos momentos. Mas encontrei nele uma autora divertida, esperta, simples, e que enfrentou a si mesma com muita coragem. Gostei do livro, gostei da autora, e gostei principalmente da busca espiritual dela, que foi como a minha: através da meditação. Não foi uma busca religiosa, e sim uma busca própria, que a meditação proporciona. O fato dela ter passado uns meses se entupindo de pizza pra poder ter coragem de ir meditar horas e dias a fio, pra então continuar meditando em outro lugar e lá, por acaso, conhecer uma pessoa especial me atraiu muito. Pra mim, ela só encontrou um namorado depois de ter se encontrado e de ter se cuidado muito, sozinha.

Eu já esperava que o filme fosse estragar essa parte da história. Começando pela divulgação que vi na rua, onde Julia Roberts [no papel da autora] aparecia em duas cenas: comendo sorvete e beijando Javier Barden, que fez o papel do seu namorado brasileiro. Cadê a parte da meditação na Índia? Ah, sim, tem as fotos da Julia com um elefante colorido indiano. Ué, mas ela não vê elefante nenhum no livro! OU seja: $$$$ em vista, vamos esquecer a parte dessa balela de meditação e botar essa mulher logo pra viajar pela Itália, comer coisas gostosas, ver coisas coloridas e exóticas na Índia e conhecer logo esse amante em Bali, já que, afinal, essa lenga lenga toda só tem um propósito: conhecer um homem bonito que te ame.
Olha, eu sei que adaptação de filme pra livro é sempre pior que o livro em si, mas esse filme é realmente uma bosta. Julia é uma péssima Liz, sem o menor carisma, Javier é um brasileiro com sotaque do Paraguai [pelamordedeus, um fonoaudiólogo nesse ator! Parece um italiano de Passione!], e a parte da meditação foi jogada pra debaixo do tapete. O filme é todo picotado, e no final a sensação triste que eu tenho é que realmente as pessoas não estão nada interessadas em auto conhecimento e meditação. Sinto informar a todas as românticas que acharam lindo o fim do livro ou do filme, mas enquanto vocês acharem que todo o caminho tem que terminar em romance, vocês vão continuar enfiadas em casa lendo contos românticos, suspirando no cinema e bebendo até cair, esperando que alguém goste de vocês.


A autora fofa e feliz do filme.

E a sem sal Julia-Roberts-Qualquer-Coisa-Que-Eu-Faço-Rende-Milhões

Um comentário:

Carlos Eduardo disse...

sabiaaaaaaa!!!

tinha certeza que seria uma bosta! se o livro eu ja tinha preconceito, imagina do filme!!!

vai então dica de 2 filmes que vi aqui nos EUA e estão dando um pouco o que falar.

The Town - dirigido e estrelado pelo Ben Afleck. Isso me fez ter muito medo do resultado, mas até que é um filme legal de ver, naquele estilo ladrão de bancos e um pouco de ação (mas nada exagerado com explosões e artes marciais)

The social network - a história do mega nerd (e diga-se de passagem um tremendo asshole!!) de Harvard que criou o Facebook e é hoje o bilionário mais jovem do mundo! O filme até que é legalzinho, mas confesso que saí do cinema duvidando um pouco de tudo que tinha visto...Bom, de qualquer forma, o que mais me chocou foi saber que o cara do Napster conseguiu se infiltrar e detém 7% das ações do face! Inacreditável, o cara é esperto mesmo.

Enfim, saudades didi!

bjos Cadu